12/02/2012 - 19h01 | Atualizado em 12/02/2012 - 19h06

Tendências do setor de TI para 2012

Entre outras novidades que devem movimentar o setor em 2012, estão as tecnologias que permitem que máquinas se comuniquem com o usuário

Por: Marcos Sakamoto*

São Paulo

Com o aquecimento interno, o Brasil figura na oitava posição entre os maiores mercados de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do mundo. O setor ganha destaque em todos os segmentos da economia, sendo indispensável para o trabalho em setores, como a indústria, comunicação e comércio.

De acordo com os dados divulgados neste mês pela consultoria IDC Brasil, o mercado brasileiro de TIC continuará crescendo em 2012, mesmo com a crise mundial e a desaceleração da economia nos Estados Unidos. Os analistas do setor prevêem um aumento do acima de dois dígitos, com projeções entre 10% e 13%.

Estudos do instituto de pesquisas Gartner apontam que mercados emergentes de TI, como o Brasil, crescerão 4,6%, índice acima da média global este ano. Os investimentos na área de TI estão previstos em US$ 143,8 bilhões. Até 2015, o instituto espera que o mercado brasileiro de TI experimente uma taxa de crescimento anual de 9,9%. As companhias da América Latina vão investir 384 bilhões de dólares em TI até 2015. O Brasil responderá por mais de 40% do total dos negócios.

Os índices de crescimento esperados são bem superiores à taxa de incremento estimada para a economia brasileira este ano. Projeções de economistas e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do País crescerá em torno de 3%. O PIB industrial está previsto em 2,3%.

A expansão do setor vai ao encontro de programas de incentivo do governo, como o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que pretende levar Internet com velocidade de 1 Mbps para todo o País, com custo de R$ 35 ao mês para assinantes. O principal objetivo do plano é massificar, até 2014, a oferta de acessos de Internet banda larga. A expectativa do governo é disponibilizar o serviço para quase 40 milhões de domicílios, em contraposição aos 11,9 milhões atendidos hoje.

Se há expectativa de aumento de consumo, há um estimulo adicional ao surgimento e desenvolvimento de empresas do setor. Entre as tendências em tecnologia analisadas para 2012, estão mobilidade, cloud computing, redes sociais e gerenciamento de Big Data, soluções já conhecidas, mas que anunciam novas interações para os próximos anos. Essas tecnologias são indispensáveis para a sobrevivência das empresas no mercado e devem levar a maior parte dos orçamentos dos CIOs.

A mobilidade, em particular, promete aquecer o mercado de produtos. A tendência é que a conexão à Internet prevaleça em 80% a 90% dos produtos nos próximos dois anos. E a partir deste ano, empresas como a Samsung, por exemplo, já divulgaram que equipamentos como Blu-ray e home theater terão conexão à rede. Assim, os televisores, ou as TVs do futuro, terão conectividade e funcionarão como um portal, com integração aos dispositivos que estarão disponíveis na Internet, na nuvem.

Com o cloud computing, qualquer arquivo ou documento ficará armazenado na Internet, possibilitando acesso instantâneo em qualquer lugar do mundo.

Entre outras novidades que devem movimentar o setor em 2012, estão as tecnologias que permitem que máquinas se comuniquem com o usuário. Neste sentido, já existem projetos de telemetria, uma tecnologia que admite o monitoramento e acompanhamento remoto de serviços como energia elétrica, água e rastreamento e localização de veículos. As informações trafegam pelas redes das operadoras sem interação humana. Este é um mercado gigante que se desenha e necessita de investimentos de empresas que apostem em inovações para a área. 

É com grandes perspectivas que o setor de TIC inicia o ano de 2012.  Porém, não devemos nos esquecer dos pontos de atenção, como a qualificação da mão de obra. Existem oportunidades, mas devemos nos ater à importância de profissionais bem preparados para atender a demanda do mercado.  Assim, parcerias com institutos e órgãos, como o Sebrae e a Fiesp, são bons guias para que as empresas tracem as necessidades e planos para agregar valores às organizações. O futuro das empresas de TIC está nas mãos dos profissionais que as fazem. Portanto, quanto maior a bagagem, maior será o futuro da empresa. 

*O autor é presidente da Assespro-SP

 

Divulgação


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