Por: Fernanda Bompan / DCI
São Paulo
O governo brasileiro é reconhecido por ter melhorado sua postura em relação ao meio ambiente, mas é um desafio para as políticas públicas avançar no desenvolvimento econômico com preservação dos recursos naturais. E a 120 dias da Conferência Rio + 20, que acontecerá em junho no Rio de Janeiro, é perceptível a preocupação das empresas de adotar práticas sustentáveis, sem perder lucratividade.
Sem deixar o foco da rentabilidade e cientes de que a redução de emissão de gases de efeito estufa, segmentos da indústria correm para melhorar sua imagem junto a investidores e à população. Além de diminuir o uso de soda cáustica em seus processos, as fábricas de celulose lançam mão de suas florestas plantadas para “abater” parte de suas emissões e fechar a conta corrente ambiental. Hoje, o País conta com cerca de 2,2 milhões de hectares de floresta plantada para fins industriais. O setor automotivo, por outro lado, está atrasado em relação ao mundo. O Brasil implantou a Euro 5 no início deste ano, enquanto a Europa já adota regras mais rígidas como a Euro 6.
Por meio de novos processos de produção, os setores químico e de mineração conseguiram diminuir a emissão de gases do efeito estufa, consumo de água e acidentes de trabalho nos últimos 20 anos.
No agronegócio, o cultivo de grãos (arroz, feijão, milho, soja e trigo) deve aumentar 23%, com expansão de apenas 9,5% da área plantada, de acordo com um estudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O setor ainda procura se recuperar de toda a polêmica levantada pelas mudanças no Código Florestal, em tramitação no Congresso, onde defendem permissão para ampliar as áreas passíveis de desmatamento e ser anistiados pelas áreas destruídas ilegalmente. Até mesmo o mercado financeiro mostra que houve mudança na mentalidade dos investidores. O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da BM&FBovespa, acumula ganhos de 111% desde 2005. Enquanto isso, o Ibovespa avançou 93%.
Divulgação
No agronegócio, o cultivo de grãos (arroz, feijão, milho, soja e trigo) deve aumentar 23%, com expansão de apenas 9,5% da área plantada
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