Por: Agência CNI
BRASÍLIA
A criação de um acordo de livre comércio e o aumento do intercâmbio nas áreas de pesquisa e desenvolvimento entre Brasil e Finlândia foram defendidos pelo primeiro-ministro finlandês Jyrki Katainen, na segunda-feira (13), na Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Afirmou ele, no Encontro Empresarial Brasil-Finlândia, promovido pela CNI, que a falta de solução a curto prazo para a crise econõmica na Europa torna a cooperação com o Brasil ainda mais estratégica.
“Tanto é assim que essa é a segunda maior missão empresarial enviada pela Finlândia a um outro país”, destacou Katainen. Uma centena de representantes do governo, de empresas e de universidades finlandesas vieram ao Brasil prospectar negócios em áreas como eficiência energética, energias renováveis, petróleo, papel e celulose, metalurgia e mineralogia e telecomunicações.
O presidente da Confederação Finlandesa de Indústrias, Ole Johansson, sublinhou que os efeitos da crise europeia não têm atingido o Brasil em grandes proporções pelo acerto da política econômica executada no país. “Enquanto nuvens cinzentas devem aumentar o protecionismo em diversas partes do mundo, buscamos manter nosso mercado aberto. E o Brasil é um mercado interessante e dinâmico”, ressaltou Johansson.
A opinião é compartilhada pelo presidente do Conselho Temático de Integração Internacional da CNI, Paulo Tigre. Disse ele, no encontro, haver boas oportunidades de investimentos no país em infraestrutura, principalmente em obras voltadas para a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, e ainda na cadeia de petróleo e energia renovável, como etanol, biocombustíveis, energia eólica e hidroeletricidade. “Em um mundo de economia debilitada, somos um porto seguro para grandes oportunidades de investimento”, destacou Tigre.
Comércio Bilateral
A corrente comercial entre os dois países atingiu mais de US$ 1,4 bilhão, com saldo de quase US$ 6 milhões para o Brasil. As importações da Finlândia concentram-se em máquinas e equipamentos e papel e celulose. Os produtos brasileiros com mais demanda pelos finlandeses são minerais, minério de ferro e alimentos industrializados.
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