02/01/2012 - 17h36

O Brasil do presente

Mesmo com a melhora da empregabilidade, a distribuição de renda ainda é um fator complicador do País

Por: Geuma Campos do Nascimento*

São Paulo

Como diz o ditado popular, o futuro a Deus pertence, mas, no caso do Brasil, Ele já nos entregou o amanhã. Somos o país do presente, aquele que atrai a atenção e o interesse de todo o mundo. Já podemos observar isso com a grande entrada de estrangeiros que vêm para trabalhar e com o aumento de empresas multinacionais que investem aqui e abrem as suas filiais.

Tudo isso é um reflexo do momento econômico pelo qual estamos passando, depois de sairmos na frente na superação da crise de 2008/2009. Ainda hoje, como sabemos, a Europa e os Estados Unidos estão enfrentando problemas sérios – para não dizer críticos – por conta de suas desventuras fiscais. Lá, as medidas anticíclicas não tiveram sucesso eainda agravaram as dívidas soberanas.

Na última semana de 2011, tivemos uma grande notícia econômica – a melhor em muitos anos. O Brasil ultrapassou o Reino Unido, tornando-se a sexta economia mundial. E, neste mesmo ritmo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que seremos a quinta economia até 2015. Por conta disso, temos um grande trabalho pela frente: manter o crescimento e, de preferência, sustentável.

Para conseguirmos tudo isso, temos de nos preparar – e em todos os setores. Inicialmente, precisamos nos conscientizar de que, com todo essa expansão econômica, precisaremos de profissionais mais qualificados e preparados. Não há outra saída. E, nesta área, há um tripé de grande importância: família, escola (do ensino primário ao superior) e governo. Um exemplo atual da falta de mão de obra qualificada é com a chegada da Copa do Mundo, em 2014. Estamos importando profissionais para suprir as nossas necessidades.

Mesmo com a melhora da empregabilidade, a distribuição de renda ainda é um fator complicador do País. A qualidade de vida de muitos brasileiros ainda é precária. Não adianta apenas fazer açõessociais. Não adianta dar apenas o peixe; temos de ensinar a pescar. E isso está ligado, totalmente, à educação.

As empresas também precisam entender o momento que estamos vivendo para, assim, conseguir se adaptar e atuar, de maneira eficiente, nesse novo mercado. Procurar ajuda de profissionais externos, como consultorias com foco em gestão de processos e governança corporativa, dentre outras, é de grande valia. Outro ponto do qual não se pode esquecer – e, como sempre, envolve educação – é a permanente capacitação dos profissionais.

Não podemos ficar parados. Este ano, 2012, promete trazer grandes resultados econômicos para o Brasil, mas, paracontinuarmos sendo o país do presente, precisamos solucionar as questões pendentes e nos adaptar de modo definitivo aos desafios da competitividade do mercado mundial.

*A autora é mestra em contabilidade, sócia da Trevisan Outsourcing e professora da Trevisan Escola de Negócios.

 


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